Os parques ecológicos
A Mata Atlântica é uma grande área de vegetação composta por um conjunto de ecossistemas, e o que muitas pessoas não sabem (ainda!) é que ela pode ser encontrada na região da Chácara Flora, na zona sul de São Paulo. Estão presentes na região dois parques, o CH Clora e Jardim Alfomares, o primeiro sendo ecológico de acesso aos moradores do condomínio e o segundo tombado pelo governo e fechado temporariamente. Abaixo estão mais informações sobre esses espaços tão ricos e diversos existentes na metrópole.
CH CLORA


Reprodução: Google.
O parque ecológico CH Clora está localizado dentro do condomínio de mansões da Chácara Flora, o acesso é dado somente para os moradores. No parque vivem e frequentam diversas espécies de animais silvestres, como, tucanos, saguis, bem-te-vi, sabiás, morcegos, gambás e vários insetos, a vegetação é ampla de árvores araucárias, pinheiros e eucaliptos. No CH Flora há um lago com diversos patos e cisnes, ao redor do lago tem a pista para os visitantes caminharem e contemplarem a natureza. O CH Flora conta com uma equipe de funcionários para manutenção e segurança do local. Nas pesquisas do Google o condomínio tem ótima avaliação e 4,4 estrelas, além dos 21 comentários elogiando a beleza do parque, serviço prestado pelos funcionários e benefícios de morar na região.
JARDIM ALFOMARES


Reprodução: Google.
Nas redondezas da Chácara Flora está o Jardim Alfomares, um parque de 6,3 hectares com cerca de 2 mil árvores de espécies, como, o palmito-juçara e o catiguá-arco-de-peneira. Animais de várias espécies incluindo arapongas, tucanos, pica-paus, corujas, periquitos, gaviões, saguis e saruês. O local também possui grande valor cultural comunitário para os moradores. O parque sofre ameaça de ser destruído para a construção de um condomínio de luxo da Viver Incorporadora e Construtora. Há mais de 10 anos os moradores da região lutam pela proteção do local, incluindo ações na justiça. A construtora entende que já poderia iniciar as obras e com isso a derrubada da mata, essa ação causou revolta nos moradores e eles resolveram criar um abaixo-assinado online a favor do tombamento e preservação da área, conseguiram recolher mais de 90.000 assinaturas e gerar mobilização. Por causa da repercussão do abaixo-assinado, o Concresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) tombou provisoriamente o parque para estudar sobre a decisão do tombamento definitivo, enquanto isso, a mata está fechada e proibida qualquer intervenção dentro do local, paralisando a obra da construtora. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente também havia se posicionado sobre a importância para a conservação da biodiversidade da cidade de São Paulo.